Como aliviar a dor nos ossos? Conheça os tratamentos

Dor nos ossos

A dor nos ossos, apesar de atingir muitos, não é interpretada da maneira correta.

Afinal, boa parte da população não acredita que a dor esteja localizada nessa estrutura, confundindo com músculos e articulações. 

Contudo, a dor nos ossos é caracterizada pela sensibilidade óssea.

Isso é, quando o tecido pode causar grandes problemas na saúde e bem-estar do indivíduo.

Entre os principais deles, está a dificuldade para movimentação. 

A seguir, conheça um pouco mais as causas da dor nos ossos e veja como é possível tratá-las!

O que causa a dor nos ossos?

A dor nos ossos pode ser causada por fraturas, traumas, como em acidentes, quedas e impactos, e também a prática excessiva e inadequada de atividades físicas. 

Outros sintomas também costumam surgir em casos como esses, como inchaço, manchas e hematomas. 

Além disso, é possível tratar as causas com certa facilidade e em tempo não tão prolongado. 

No entanto, doenças mais graves também podem causar a dor nos ossos, como veremos a seguir. 

Osteoporose

A osteoporose primária atinge cerca de 95% das mulheres com a doença, e em média 80% dos homens. Grande parte dos casos acontece em mulheres no período pós-menopausa e em homens idosos.

Entre suas principais causas estão a falta de estrogênio, hormônio reduzido rapidamente na menopausa. Em homens com mais de 50 anos, os níveis de estrogênio são mais altos.

Entretanto, seus níveis também diminuem durante o envelhecimento, resultando em uma das causas da osteoporose. 

A deficiência desse hormônio pode aumentar a degradação óssea, causando rápida perda óssea que pode ser ainda maior caso os níveis de ingestão de cálcio ou vitamina D sejam baixos.

Além disso, o aumento da atividade de glândulas paratireoides aumenta a secreção de hormônio, estimulando também a decomposição dos ossos. 

Outros fatores também podem estar relacionados com a osteoporose primária, como o uso de certos medicamentos, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estrutura corporal pequena, histórico familiar da doença, e mais.

Já a osteoporose secundária corresponde a menos de 5% dos casos de osteoporose em mulheres e 20% em homens. A doença no tipo secundário é causada por alguma outra enfermidade ou medicamento, como, por exemplo:

  • doença renal crônica;
  • doença de Cushing;
  • hiperparatireoidismo;
  • hipertireoidismo;
  • hipogonadismo;
  • diabetes;
  • câncer;
  • artrite reumatoide;
  • progesterona;
  • corticosteróides;
  • quimioterápicos;
  • anticonvulsivantes.

A osteoporose tem como característica não apresentar sintomas no início de seu desenvolvimento. 

Isso acontece, pois, a perda de densidade óssea ocorre de forma gradual. 

Muitos pacientes nunca sequer apresentaram sintomas da doença. 

Entretanto, quando a osteoporose começa a causar fraturas ósseas, a dor nos ossos pode aparecer, de acordo com o tipo de fragmentação. 

Tais rupturas acabam se consolidando lentamente em pessoas com a doença, resultando em deformidades, como o encurvamento da coluna vertebral.

Em ossos longos, como braços e pernas, as fraturas acontecem nas extremidades. 

Os ossos da coluna, ou vértebras, estão particularmente em risco de fraturas por osteoporose. 

Em partes como essas, as fragmentações acontecem no meio ou parte inferior das costas.

Como prevenir?

Quando falamos sobre a osteoporose, a prevenção costuma apresentar mais êxito do que o próprio tratamento. 

Afinal, prevenir a perda da densidade óssea é mais fácil que restaurá-la uma vez que ela já tenha sido perdida.

Algumas medidas são recomendadas como forma de prevenção para qualquer pessoa com perda óssea ou que apresente fatores de risco para a perda óssea. 

Tenham elas apresentado uma fratura por osteoporose ou não. A prevenção envolve fatores como:

  • abandonar hábitos nocivos, como o tabagismo;
  • evitar abuso de bebidas alcoólicas;
  • evitar excesso de cafeína;
  • ter uma dieta rica em cálcio e vitamina D;
  • praticar exercícios físicos;
  • realizar exames preventivos anualmente.

Osteomalácia

Outra doença conhecida por causar dor nos ossos é a osteomalácia. 

Essa suavidade dos ossos, ou amolecimento ósseo, acontece pelo enfraquecimento com a desmineralização, ou seja, perda de minerais, e depleção de cálcio do osso.

Causada geralmente pela ingestão alimentar insuficiente ou má absorção de cálcio no organismo, a osteomalácia resulta no amolecimento ósseo justamente pela falta de minerais necessários para o endurecimento dos ossos.

Em crianças, para que seu crescimento seja normal, com a presença de cálcio e fósforo de forma balanceada, exige-se uma alimentação equilibrada. 

Entretanto, em alguns casos, mesmo uma dieta rica em minerais pode não ser o suficiente para evitar o desenvolvimento da osteomalacia. 

Afinal, algumas pessoas podem apresentar no organismo a ineficiência da absorção desses minerais, tornando insuficiente a quantidade de vitamina D para o crescimento dos ossos. 

A vitamina D é a responsável por promover o aproveitamento do cálcio no organismo.

Por isso, em sua ausência, o corpo não consegue absorver adequadamente o cálcio.

Nos estágios iniciais do desenvolvimento da osteomalácia, a doença pode ser assintomática. 

Em situações como essas, a detecção da doença só pode ser realizada por meio de imagens diagnósticas.

Caracterizada pela falta de mineralização óssea, a osteomalácia provoca fortes dores, fraqueza muscular e fraturas que podem acontecer com certa frequência, aumentando à medida que a doença progride.

As regiões em que a dor nos ossos são mais comuns na osteomalácia são especialmente quadris, parte inferior das costas, pernas e pés. 

Ocorrendo igualmente em ambos lados do corpo, as dores da osteomalácia acabam resultando na sensação de sofrimento constante para o portador da doença, aumentando sua intensidade durante as atividades.

Além da fraqueza muscular, a perda de tônus em braços e pernas estão presentes junto ao enfraquecimento dos ossos. 

Dessa maneira, atividades físicas e outras atividades diárias se tornam um desafio devido às dores.

Com o enfraquecimento, os ossos eventualmente acabam se deformando. 

Isso acontece devido à pressão e força que a gravidade exerce, causando a curvatura óssea e resultando na perda de sua forma original.

Ossos longos como os da perna acabam suportando o preso de todo o corpo, por isso, sua flexibilidade suavizada pela osteomalácia causa a curvatura. 

Na face, o amolecimento de ossos de crânio e maxilares pode também causar problemas dentais. 

Já nos ossos do tórax, também é possível que haja a perda de seu formato normal, projetando a caixa torácica para a frente.

Como prevenir?

Considerando que a principal causa da osteomalácia é a deficiência de vitamina D no organismo, a prevenção pode ser feita por uma suplementação preventiva a partir dos 2 meses de vida, seguindo as orientações de um profissional. 

Além disso, a exposição ao sol também é uma forma de auxiliar na prevenção da doença. 

No entanto, é necessário estar sempre atento aos horários, de modo a evitar outros problemas de saúde que podem ser gerados. 

Uma dieta rica em alimentos com vitamina D, cálcio e fósforo também é uma forma de auxiliar na prevenção da osteomalácia. 

Por isso, é importante que o indivíduo tenha uma alimentação rica em substâncias como essas desde a primeira infância.

Osteogênese imperfeita

A osteogênese imperfeita é uma doença reumática que causa dor nos ossos afetando-os e provocando encurvamentos e desvios na coluna. 

O que a causa são mutações em genes responsáveis por produzir colágeno.

Entretanto, existem casos em que foi possível constatar que alguns pacientes diagnosticados com a osteogênese imperfeita, não apresentaram nenhum tipo de mutação nestes genes, sendo ainda desconhecida sua causa. 

São casos como a osteogênese imperfeita com formação de calos hipertróficos, com pseudoglioma, ou rizomélica.

O que determina a fragilidade óssea é a presença de proteína estrutural anormal e, com isso, a doença causa fraturas diante dos menores traumas, assim como deformidades nos ossos. 

Pessoas com osteogênese imperfeita podem desenvolver formas variadas da doença.

A doença pode causar desde fraturas graves e letais ainda no útero materno, até rupturas que podem acontecer somente na adolescência e vida adulta do indivíduo. 

Outras manifestações da doença são:

  • comprometimento da estatura;
  • desvios na coluna;
  • escleras azuis, ou seja, a parte branca dos olhos se torna azulada;
  • frouxidão nos ligamentos;
  • ossos sensíveis ao toque;
  • alterações na arcada dentária, assim como a presença de dentes frágeis;
  • perda de audição;
  • escoliose;
  • deformidade no crânio.

Doença de Paget

Dor nos ossos, Doença de Paget.

A Doença de Paget é um distúrbio que ocorre na remodelação óssea, que pode atingir homens e mulheres quase sempre com idade superior aos 50 anos. 

Essa condição pode ser monostótica (quando afeta somente um osso) ou poliostótica (quando afeta dois ou mais ossos). 

Assim, os locais e os ossos mais atingidos por essa doença geralmente são os que formam a pelve, vértebras, crânio, escápula, fêmur e tíbia. 

Com o aumento da reabsorção mediada pelos osteoclastos, células presentes na superfície óssea, ocorre o aumento da formação.

Esse processo resulta em um tecido ósseo novo e totalmente desorganizado nas áreas afetadas. 

Dessa forma, as regiões afetadas apresentam aumento de volume, maior vascularização e menor compactação, fatores que podem contribuir para a elevação dos riscos de fratura e ocorrência de deformidades. 

A Doença de Paget é a segunda maior causa de doença óssea, ficando atrás somente da osteoporose. 

Com forte influência genética em que 14 a 25% dos familiares acabam desenvolvendo a doença, sua prevalência ainda é indefinida. 

Contudo, algumas populações apresentam maior susceptibilidade. 

Rara antes dos 55 anos, pode atingir cerca de 3 a 3,7% das pessoas aos 40 anos, tendo sua prevalência aumentada com o avanço da idade. 

Observou-se que a Doença de Paget afeta, de forma predominante, pessoas com descendência europeia, sendo rara em descendentes de africanos, indianos e asiáticos. 

Tais diferenças na susceptibilidade podem ter base genética, além de apontar a hipótese de que a doença foi originada em uma região da Europa em que uma ou mais mutações iniciais foram espalhadas para outros continentes com a imigração.

Com a comum degradação de ossos velhos pelas células osteoclastos, outras células, chamadas de osteoblastos, trabalham com o objetivo de equilibrar e manter a estrutura e integridade dos ossos. 

Entretanto, na Doença de Paget, esses dois tipos de células acabam se tornando hiperativos em algumas regiões ósseas, aumentando de forma significativa a velocidade em que estes ossos são degradados e reconstruídos. 

Ainda que essas áreas sejam maiores por esse aumento da velocidade, as estruturas formadas são fracas e anormais.

A maior parte das pessoas afetadas pela Doença de Paget não têm conhecimento. 

Com tendência que envolve a hereditariedade, anomalias genéticas específicas e identificadas contribuem com 10% do seu desenvolvimento em pessoas. 

Displasia óssea

As displasias ósseas são anomalias no desenvolvimento de algum órgão que podem causar deformidades em um ou mais ossos do corpo. 

São diversos os tipos de displasias que podem afetar os ossos nos mais variados lugares. 

Entre o tipo mais comum está a displasia fibrosa, de provável origem embrionária e causada por uma degeneração da medula óssea.

Essa doença torna-lhe fibrosa e é responsável por deformações, dores e fraturas repetidas. 

Em casos como este, o osso é normal no período do nascimento, até que ocorra o surgimento de lesões ósseas de natureza fibrosa, que começa durante a infância e encerra após a puberdade.

Descritas como desordens benignas do desenvolvimento ósseo, as displasias ósseas são caracterizadas pela substituição do osso por uma proliferação em excesso.

Essa proliferação excessiva é de tecido conjuntivo fibroso, que fica presente em um (monostótica) ou até 75% dos ossos do corpo (poliostótica).

Também conhecidas como osteocondrodisplasias, a doença apresenta diferentes sintomas conforme a variação dos casos. 

De forma geral, causam baixa estatura no indivíduo (nanismo). 

Outros tipos provocam o encurtamento de membros e tronco, como o caso do nanismo com membros curtos, chamado de acondroplasia. 

Entre os casos, uma forma grave e letal de nanismo de membros curtos é conhecida como displasia tanatofórica.

Por sua vez, essa forma grave causa deformidade no tórax e insuficiência respiratória em recém-nascidos, condição que os leva à morte. 

Além disso, outras alterações podem ocorrer em regiões com falta da presença do colágeno, com pele e vasos sanguíneos.

Por sua complexidade, a displasia óssea pode atingir as pessoas que sofrem da doença de forma única, com impactos que podem estar relacionados a diversos fatores. 

Contudo, a baixa estatura apresenta questões relacionadas à acessibilidade e, como uma maneira de assegurar a autonomia do indivíduo, é um impacto relevante.

Além disso, os cuidados médicos relacionados à doença ao longo da vida consome recursos pessoais e financeiros.

Sem mencionar, o necessário preparo emocional para lidar com desafios sociais diante de diferenças físicas que podem ser impactantes para pessoas essas displasias ósseas.

A diferença física deve ser vista pela sociedade como algo natural, assim como é importante que as pessoas tenham consciência que são parte de uma sociedade, e que pacientes com displasia não devem ser conhecidos por nomes depreciativos.

Principalmente na infância, com os questionamentos de criança entre 4 a 6 anos, os pais têm papel fundamental de auxiliar na aceitação da doença, ainda que nem sempre seja fácil. 

Como prevenir a dor nos ossos?

Dor nos ossos, como previnir?

Para as doenças que não têm forma de prevenção, a melhor maneira de evitar a dor nos ossos é realizar acompanhamento médico e exames periódicos, mesmo antes do surgimento das dores.

Por isso, saber quando procurar um reumatologista é essencial. 

Contudo, buscar atendimento em qualquer local não é a melhor forma de garantir os cuidados necessários. 

As doenças ortopédicas e reumatológicas que causam dor nos ossos apresentam diferentes possibilidades de tratamentos modernos e atualizados. 

É importante receber atendimento em uma clínica reumatológica especializada que ofereça equipamentos de última geração, assim como profissionais capacitados para exames e procedimentos diagnósticos e terapêuticos avançados. 

Um ambiente como esse, que possa oferecer alternativas para terapias inovadoras e menos invasivas, também é atrativo. 

Isso porque, tratamentos assim podem ajudar a desacelerar o desgaste ósseo, muito característico das doenças reumatológicas e ortopédicas, estimulando a regeneração e oferecendo alívio dos sintomas. 

Além disso, considerando que o tratamento para doenças que causam dor nos ossos envolve períodos prolongados, é preciso avaliar a clínica pela equipe. 

Fique atento à confiança, boa relação com os pacientes e profissionalismo de cada um. 

Uma clínica com credibilidade deve oferecer atendimento integral e de qualidade multidisciplinar, como forma de solucionar por completo os problemas de seus pacientes. 

Diferenciais da Clínica Croce

Quando procurar um reumatologista ou ortopedista, você deve optar por uma clínica que ofereça o melhor atendimento especializado em doenças reumáticas, como a Clínica Croce

Situada na Zona Oeste de São Paulo, conta com uma equipe de profissionais altamente capacitados e especialistas em reumatologia formados na USP e UNIFESP, além de uma expertise de mais de 40 anos em mercado.

Entre seus diferenciais, a Clínica Croce apresenta o tratamento integral do indivíduo, buscando a otimização dos resultados e promoção de um atendimento humanizado. 

Por esse motivo, possui equipes multidisciplinares que têm como objetivo resolver as necessidades terapêuticas. 

Além disso, a Croce oferece os mais modernos tratamentos do mercado, como infusões medicinais e outras terapias avançadas muito utilizadas em doenças reumatológicas, autoimunes e também oncológicas.

Algumas doenças que causam dor nos ossos são mais graves e difíceis de serem diagnosticadas do que outras. 

Dessa forma, saber quando procurar um especialista é fundamental. 

Afinal, esse profissional contribui para um diagnóstico preciso e tratamento adequado para cada situação.

Gostou destas informações? Então, agende uma consulta com um reumatologista da Clínica Croce!