A alergia a medicamentos é um dos temas mais desafiadores da prática clínica atual. Reações de hipersensibilidade podem surgir de forma inesperada, comprometer tratamentos essenciais e gerar insegurança tanto para o paciente quanto para o médico responsável pela investigação. Diante desse cenário, dominar os métodos diagnósticos corretos deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência da boa prática médica.
Muitos profissionais concluem a formação médica sem um preparo aprofundado para investigar reações alérgicas a fármacos. Como resultado, é comum que pacientes com histórico de alergia a medicamentos sejam privados de tratamentos importantes por falta de uma investigação adequada, ou, ao contrário, sejam expostos novamente a substâncias de risco. Por isso, investir em uma formação específica em alergia a medicamentos representa um passo estratégico para quem deseja atuar com mais segurança e embasamento científico.
A Preceptoria de Alergia a Medicamentos da Croce Ensino foi desenvolvida justamente para suprir essa lacuna. O programa combina revisão teórica, discussão de casos clínicos e estações práticas, aproximando o participante da rotina real de um serviço especializado em investigação alergológica. Ao longo deste conteúdo, você vai entender por que esse conhecimento se tornou indispensável e como a formação está estruturada.
Quantidade de turmas: 2 (duas)
Previsão de datas: Maio 2027 e Outubro de 2027
Local: Av Heitor Penteado, 477 – São Paulo, SP (UInidade Croce – Sumarezinho) – Curso 100% Presencial / Hands-On
Duração: 1 a 2 dias.
Por que a investigação de alergia a medicamentos se tornou indispensável
O uso de medicamentos é parte constante da prática clínica em praticamente todas as especialidades, e as reações de hipersensibilidade acompanham esse uso em proporção crescente. Rótulos de “alergia” atribuídos sem investigação adequada — muitas vezes baseados apenas no relato do paciente — podem levar à exclusão desnecessária de classes terapêuticas inteiras, como antibióticos beta-lactâmicos ou anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), impactando diretamente a qualidade do tratamento oferecido.
Uma investigação bem conduzida, por outro lado, permite confirmar ou afastar o diagnóstico com segurança, orientar a escolha de alternativas terapêuticas e reduzir riscos futuros para o paciente. Para isso, é fundamental que o médico conheça a fundo os métodos diagnósticos disponíveis, como prick test, testes intradérmicos, testes de provocação e patch test, além de saber interpretá-los corretamente conforme o mecanismo imunológico envolvido.
Outro ponto relevante é a organização do serviço em que esses testes são realizados. Sem uma estrutura adequada — sala apropriada, materiais corretos, protocolos de segurança e um termo de consentimento bem elaborado — a investigação de alergia a medicamentos pode expor o paciente a riscos desnecessários. Por isso, a formação nessa área vai além da teoria: ela envolve também a estruturação prática do atendimento.
Como funciona a Preceptoria de Alergia a Medicamentos
A Preceptoria de Alergia a Medicamentos tem como objetivo capacitar médicos para a investigação, o diagnóstico e o manejo das reações de hipersensibilidade a medicamentos, unindo conhecimento teórico, treinamento prático e discussão de casos clínicos. O programa aborda os principais métodos diagnósticos, incluindo prick test, testes intradérmicos, testes de provocação e patch test, além de temas como preparo de diluições, reatividade cruzada, segurança do paciente, manejo de complicações e organização dos serviços de atendimento.
Ao final da preceptoria, o participante estará apto a selecionar e interpretar adequadamente os testes diagnósticos, estruturar protocolos de investigação e conduzir casos de alergia a medicamentos com maior segurança e embasamento científico em sua prática clínica.
A formação é realizada na Clínica Croce, Unidade Sumaré, em um formato que une aulas teóricas a estações práticas — o que permite ao participante sair da preceptoria já familiarizado com a técnica de execução dos testes e não apenas com o conteúdo conceitual.
Coordenação
A preceptoria é coordenada por dois especialistas com ampla vivência clínica e acadêmica em Alergia e Imunologia:
Dra. Paula Lazaretti M. Castro é médica formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), onde também realizei minha residência em Clínica Médica. Durante sua formação, teve a oportunidade de realizar um estágio de pesquisa na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Posteriormente, se especializou em Alergia e Imunologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).
Dr. Clóvis Eduardo Santos Galvão é médico graduado pela Universidade Federal do Maranhão, com mais de 30 anos dedicados ao estudo da Fisiologia e da Imunologia Clínica. Possui doutorado em Patologia pela Universidade de São Paulo (USP), com ênfase em imunologia clínica e alergologia, além de pós-doutorado na Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP. Atualmente, atua como médico assistente no Hospital das Clínicas da USP e como Professor Titular I do curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo
O que compõe a grade curricular
O conteúdo da preceptoria foi estruturado para percorrer, de forma progressiva, toda a lógica da investigação em alergia a medicamentos — da teoria à aplicação prática em casos reais. Entre os principais temas abordados estão:
• Revisão teórica dos testes em alergia a medicamentos: mecanismos imunológicos, indicações, limitações e interpretação dos principais métodos diagnósticos.
• Métodos diagnósticos em alergia: prick test, teste intradérmico imediato e tardio, testes de provocação e patch test.
• Estruturação do serviço para realização dos testes: organização da sala, materiais necessários, segurança assistencial e fluxos operacionais.
• Aspectos éticos e legais, incluindo a elaboração e aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
• Segurança do paciente e manejo de complicações, com foco na prevenção, no reconhecimento e na condução de reações adversas.
• Gestão prática em alergia a medicamentos: precificação de procedimentos, planejamento operacional e aquisição de insumos.
• Estações práticas de preparo de diluições para testes orais e parenterais, além da técnica de execução do prick test e do teste intradérmico.
• Conceitos fundamentais de hipersensibilidade, reatividade cruzada e critérios para escolha dos testes diagnósticos.
• Investigação de reações imediatas e tardias, com discussão de casos clínicos aplicados.
• Alergia a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), antibióticos beta-lactâmicos e anestésicos locais.
• Investigação de hipersensibilidade ao látex e uso de contrastes e outras fontes para montagem de testes diagnósticos.
• Fundamentos, indicações clínicas e aplicação prática de protocolos de dessensibilização (APEO).
• Casos clínicos integrados, com elaboração completa de esquemas de investigação, definição de diluições, interpretação de resultados e proposição terapêutica.
• Discussão de dúvidas, consolidação do aprendizado e orientações finais.
A programação e a grade curricular estão sujeitas a ajustes pontuais até a data do curso, podendo ocorrer alterações na ordem dos temas, inclusão de conteúdos complementares ou adequações metodológicas, sempre com o objetivo de aprimorar a experiência educacional.
Por que buscar uma formação específica em alergia a medicamentos

Cursos generalistas de alergologia nem sempre conseguem se aprofundar nas particularidades da investigação de reações a fármacos, que exige domínio técnico de diluições, protocolos de segurança e leitura criteriosa dos resultados. A Preceptoria de Alergia a Medicamentos foi criada justamente para atender essa necessidade específica, unindo fundamentação teórica sólida a uma vivência prática que dificilmente é alcançada fora de um ambiente estruturado como o da Clínica Croce.
Outro diferencial importante é a troca de experiências entre profissionais da área durante as discussões de casos clínicos. Esse contato permite ampliar a visão sobre situações reais de investigação alergológica e trazer segurança para a tomada de decisão no consultório. Além disso, o formato com estações práticas favorece a aplicação imediata do aprendizado, já que o participante executa as técnicas discutidas em sala ainda durante a preceptoria.
A Preceptoria de Alergia a Medicamentos da Croce Ensino é conduzida por especialistas que unem mais de cinco décadas de experiência combinada em Alergia e Imunologia, com atuação direta em serviços de referência como o Hospital das Clínicas da FMUSP. Essa vivência clínica real é o que diferencia uma formação teórica de uma formação verdadeiramente aplicável à prática médica.
Se você deseja evoluir profissionalmente e entender como conduzir a investigação de alergia a medicamentos com mais segurança e embasamento científico, vale conhecer mais sobre a Preceptoria de Alergia a Medicamentos da Croce Ensino e descobrir como essa formação pode transformar sua prática. Clique Aqui e envie um Whatsapp para o time comercial (respostas dentro do horário comercial).

