Dermatite atópica em bebê: saiba como tratar

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Se você percebeu que seu filho está se coçando com frequência, apresentando pele avermelhada, seca e até mesmo casquinhas, fique atento, pois, ele pode estar com dermatite atópica em bebê.

Essa inflamação crônica pode atingir pessoas de todas as idades, causando desconforto e, em alguns casos mais agudos, dores. No entanto, com a conduta adequada, a dermatite atópica em bebê pode ser tratada. Quer saber mais sobre esse assunto? Então, continue a leitura!

O que é dermatite atópica?

Comumente chamada de eczema atópico, a dermatite atópica é um processo inflamatório, crônico, não contagioso, que pode estar associado a outras doenças – tais como asma, bronquite ou rinite alérgica – porém, com manifestação clínica variável. Trata-se de uma condição caracteristicamente com períodos de remissões e exacerbações.

Esse tipo de dermatite, que, conforme dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD –  acomete 7% da população adulta e 25% das crianças do país, é causada, entre outros fatores, pela ausência de barreira de proteção da pele, o que provoca uma perda de água frequente. Comumente, refere-se a um quadro inflamatório que vai e vem, podendo haver intervalos de meses ou anos, entre uma crise e outra. 

Dermatite atópica em bebê: porque acontece?

A dermatite atópica em bebê pode também ser chamada de assadura, visto que também são causadas por substâncias irritantes que permanecem sobre a pele sensível da criança.

Entre essas substâncias, podem estar pomadas, cremes e até mesmo urina e fezes da própria criança. 

Por esse motivo, é fundamental acompanhar os cuidados com a higiene com atenção, visto que a dermatite atópica em bebê pode aparecer com mais frequência nas nádegas, pernas e dobras, regiões sensíveis que precisam de inspeção.

As causas da dermatite atópica em bebê ainda não são motivo de consenso na comunidade médica. No entanto, sugere-se que a predisposição genética e o histórico familiar podem ter grande relação com o aparecimento da doença – de fato, conforme estudo, quando ambos os pais são atópicos, seus filhos têm 70% de possibilidade de terem dermatite atópica.

Desse modo, tem-se que o principal fator de risco para dermatite atópica é o histórico pessoal ou familiar de eczema, alergias, febre do feno ou asma.

Entretanto, existem alguns fatores que podem contribuir para o surgimento da dermatite atópica, sendo eles: alergia a pólen, a mofo e ácaros ou a pelo de animais; composições químicas adicionadas a loções e sabonetes; contato com detergentes e produtos de limpeza em geral; baixa umidade do ar; contato com roupas de lã e de tecidos sintéticos; frio intenso; calor excessivo e transpirações; estresse emocional, entre outros.

Morar em um lugar que geralmente é muito frio ou que apresenta muita poluição também pode aumentar as chances de manifestação do problema.

Ainda, existem estudos que afirmam que muitos pacientes com dermatite atópica sofrem uma mutação no gene responsável pela criação da filagrina. A filagrina é uma proteína que ajuda nosso organismo a manter uma barreira protetora saudável na camada superior da pele. Sem filagrina suficiente para criar essa forte barreira cutânea, a umidade pode escapar, levando aos sintomas característicos da condição. 

Quais são os sintomas?

A dermatite atópica em bebê apresenta manifestações típicas como irritação associada a manchas e bolhas avermelhadas. Ainda que sejam comumente encontradas em partes íntimas da criança, a dermatite também pode se manifestar em articulações dos braços, pernas e axilas. Além disso, outros sintomas característicos da dermatite atópica em bebê, são:

  • Pele ressecada;
  • Lesões avermelhadas;
  • Coceira intensa, principalmente à noite;
  • Pele rachada e escamosa;
  • Bolhas e inchaço;
  • Infecções na pele;
  • Feridas com crostas, que aparecem geralmente durante as crises;
  • Pele grossa, escura e com cicatrizes.

Esses sinais também costumam se manifestar no rosto e couro cabeludo de crianças pequenas, assim como em joelho, cotovelo, mãos, pés, tornozelos, pulsos, pescoço, parte superior do peito, pálpebras, entre outros. Essa extensão das regiões acometidas ocorre devido a mudança dos sintomas e do quadro clínico de acordo com a faixa etária.

Sem o tratamento para contenção desses sintomas, o problema pode ser agravado, pois, as feridas na pele, que muitas vezes descamam devido à coceira intensa, são como portas abertas para a entrada de bactérias.

Tipos de dermatite atópica 

A dermatite atópica geralmente começa quando ainda bebê e pode persistir na adolescência e na idade adulta. Essa condição apresenta três fases clínicas:

  1. Dermatite atópica aguda: aqui, as lesões são avermelhadas e edematosas. Podem-se apresentar erupções vesiculares (bolhas);
  2. Dermatite atópica subaguda: placas secas, escamosas e eritematosas podem se manifestar na pele;
  3. Dermatite atópica crônica: nessa fase, a coceira intensa pode levar a lesões cutâneas que parecem secas e rígidas. Estima-se que metade dos pacientes desse estágio sofram com depressão ou ansiedade.

A dermatite atópica é contagiosa?

Não, a dermatite atópica em bebês não é contagiosa. Essa é uma doença crônica e hereditária que causa inflamações na pele. Por isso, não é possível contraí-la pelo contato, de pessoa para pessoa.

Quais cuidados tomar para a prevenção de crises?

A pele saudável ajuda a reter a umidade e protege o bebê de bactérias, substâncias irritantes e de alérgenos. Já a pele com dermatite atópica tem essa proteção prejudicada, o que favorece que ela seja afetada por fatores ambientais, irritantes e elementos causadores de alergias, incluindo também infecções de pele por bactérias, fungos e vírus. 

Também pode ocorrer atrofia da pele em função de tratamento prolongado com medicamentos como corticosteroides tópicos. Além disso, a dermatite atópica em bebê pode preceder problemas como asma e febre do feno. De acordo com estudo, mais da metade das crianças pequenas com dermatite atópica desenvolve asma e febre do feno aos 13 anos.

Outro problema comumente associado a essa condição diz respeito aos distúrbios de sono, visto que a coceira intensa pode afetar a qualidade do sono. Ainda, problemas sociais, causados em razão das lesões e coceiras, que podem evoluir para quadros de depressão e isolamento.

Vale também destacar que as crianças com dermatite atópica são especialmente suscetíveis à infecção grave e generalizada pelo vírus herpes simplex – uma infecção sistêmica e potencialmente fatal que afeta principalmente áreas de eczema atópico ativo. 

Sabendo o que é dermatite atópica e conhecendo seus sinais, é possível aliviar os sintomas ou evitá-los, tomando algumas providências e cuidados com a pele, em paralelo ao tratamento farmacológico. Por exemplo: 

  • Identificar os fatores de risco que desencadeiam crises;
  • Tentar ao máximo não arranhar ou esfregar a pele afetada;
  • Tomar banhos rápidos e não muito quentes para não ressecar a pele;
  • Secar-se com cuidado após o banho, utilizando uma toalha macia, enquanto a pele ainda está molhada;
  • Utilizar sabonetes suaves. Os do tipo desodorizantes e anti bacterianos podem remover mais óleos naturais e agravar o ressecamento da pele;
  • Manter a pele sempre bem hidratada;
  • Dar preferência ao uso de roupas de algodão, de lã, fabricadas com tecido misto ou sintético;
  • Manter o ar circulando no ambiente, deixando portas e janelas abertas;
  • Evitar contato com irritantes físicos (poeira, areia, fumaça, etc.);
  • Tomar bastante água;
  • Utilizar travesseiros de fibra sintética;
  • Utilizar protetor solar ultravioleta de amplo espectro.

Lembre-se de que é necessário seguir à risca as orientações médicas e jamais automedicar seu bebê ou interromper o tratamento sem a prescrição de um especialista.

Tratamento para dermatite atópica em bebês

A dermatite atópica em bebê não tem cura. Apesar da criança ter de conviver com essa condição a vida toda, é possível viver bem se for realizado o tratamento ideal e se forem tomados os devidos cuidados necessários para evitar crises e aliviar os sintomas característicos.

Geralmente, o tratamento envolve, o afastamento dos fatores desencadeantes da manifestação, além de uma série de ações de autocuidado com a pele, do uso de cremes a fim de manter sempre a pele bem hidratada, compressas frias, da realização de banhos especiais, do uso de umidificadores de ar e de fototerapia, além da prescrição de comprimidos de ação anti-inflamatória. Tais tratamentos podem atuar reduzindo os sintomas e os riscos de infecções da pele, mas não resolvem o problema em definitivo.

Considerando que a dermatite atópica em bebê pode ser desencadeada por diferentes fatores, o tratamento deve ser individualizado e específico. Independente do tipo de dermatite, o mais indicado é cuidar da higiene do bebê com muita atenção, especialmente após o banho, evitando deixar as dobras úmidas. Além disso, a troca de fralda deve ser frequente, evitando que a criança fique longos períodos com urina concentrada em partes íntimas, causando processos infecciosos. 

Ainda, o tratamento pode ser realizado com o uso de medicamentos orais, tópicos ou injetáveis – sendo esses últimos uma das novidades e tendências da medicina representados pelos chamados biofármacos, medicamentos desenvolvidos a partir de células vivas modificadas com o uso da tecnologia. 

Quando a dermatite atópica se manifesta em adultos e as terapias mais convencionais não são efetivas ou recomendadas, a infusão é a opção mais eficiente no controle da doença para pacientes acima de 12 anos de idade – embora já existam também estudos que apontem que a infusão de doses de imunoglobulina também atuam como um bom tratamento para os casos mais graves de dermatite atópica.

Isso porque esse tipo de remédio tende a ser mais preciso do que as soluções convencionais, inibindo o principal mecanismo desencadeante do processo inflamatório característico da dermatite atópica, evitando, desse modo, que o paciente desenvolva lesões e coceira na pele. Esse tipo de medicamento, ao contrário de outros tradicionais de uso contínuo, não enfraquece o sistema imunológico do paciente, mas ajuda a fortalecer sua barreira protetora.

Outro dos principais benefícios da infusão medicinal com esse tipo de medicamento é que ela apresenta alívio mais rápido dos sintomas da dermatite atópica, além de reduzir os efeitos colaterais – comuns em medicamentos administrados via oral e que podem ser realmente graves, como é o caso da falência dos rins – e o tempo de hospitalização dos pacientes.

O objetivo da infusão medicinal é combater a inflamação, aliviar a coceira e diminuir o ressecamento da pele. Além disso, é essencial controlar os fatores que desencadeiam as crises para que se evite que os casos voltem e isso é favorecido por esse tipo de remédio.

Por fim, ressaltamos que, ao aprender a cuidar bem da pele, é possível reduzir a frequência e a gravidade dos surtos da doença. Mesmo que soluções caseiras funcionem para aliviar os sintomas, como vimos, existem remédios para dermatite atópica. No entanto, tenha em mente que somente um médico é quem poderá indicar a melhor abordagem para o seu tratamento em específico, quais remédios utilizar, suas doses, etc. Não corra riscos desnecessários com a automedicação, além de não melhorar sua condição, essa ação poderá gerar efeitos colaterais e outros problemas à sua saúde.

Quando procurar um médico?

Em casos de dermatite atópica em bebês, é muito importante buscar auxílio médico a partir da manifestação de sintomas como os que vimos anteriormente, principalmente se eles já afetam o sono e a qualidade de vida. Em caso de dores e coceiras na pele e de suspeita de infecção, deve-se consultar o quanto antes com um especialista.

Para facilitar o diagnóstico, é importante informar questões como: há quanto tempo os sintomas estão se manifestando (e se eles são contínuos ou esporádicos), histórico médico, sobretudo a respeito de alergias do paciente e de seus pais e medicamentos que estejam sendo administrados, inclusive, se alguma solução caseira foi tentada anteriormente.

Vale ressaltar que, quando não tratada, a dermatite atópica pode suscitar complicações agudas à saúde, tais como neurodermite e problemas de visão, como conjuntivite e ceratite. Por isso, ao identificar possíveis manifestações, é importante buscar auxílio médico e agir proativamente.

Tratamento para dermatite atópica em bebês na Clínica Croce

Se o seu bebê sofre com esse problema ou se tem sintomas parecidos e ainda não foi diagnosticado, é hora de cuidar da sua saúde e bem-estar. Venha nos visitar, conhecer nossa clínica, nossas especialidades e tirar todas as suas dúvidas sobre a dermatite atópica em bebê e seus possíveis tratamentos.

Na Clínica Croce, você encontrará um corpo médico altamente especializado e dedicado à sua saúde e bem-estar. Nossa equipe atua de modo multidisciplinar, a fim de criar estratégias para prover o tratamento mais ágil e eficiente possível. 

Além disso, nossa clínica conta com instalações modernas, aconchegantes, acolhedoras e seguras, atendendo todos os protocolos para realizar o atendimento de modo humanizado e assertivo.

Ainda, utilizamos os equipamentos e os tratamentos mais modernos – incluindo as infusões de medicamentos. Para o tratamento de casos moderados ou graves de dermatite atópica em adultos, trabalhamos com a infusão Dupilumab (Dupixent®).

Trata-se de um anticorpo monoclonal (dupilumab) que atua sobre o principal mecanismo inflamatório da patologia. Ele tende a apresentar um tempo de resposta mais rápido do que os medicamentos convencionais e tem uma aplicação bastante prática.

Essa infusão medicamentosa bloqueia os elementos que causam a inflamação, mas sem impedir que eles exerçam sua devida função no sistema imunológico. Isso ajuda a trazer ainda mais segurança ao tratamento, excelente redução das coceiras e o controle da inflamação na pele, visto que ele atua nos processos inflamatórios que acontecem nas camadas cutâneas mais profundas.

Conhecendo os sintomas da dermatite atópica em bebê, se torna mais fácil identificar tais alterações de forma precoce para procurar atendimento médico. Assim, seu filho pode ter o tratamento adequado, aliviando sintomas e assegurando um desenvolvimento e crescimento sem incômodos, desconforto e complicações.

E você, já conhecia o tratamento para dermatite atópica em bebê? Ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre esse tipo de tratamento? Inicie agora mesmo um atendimento conosco. Teremos o maior prazer em ajudar!