Quais doenças um endocrinologista pediatra trata?

endocrinologista pediatra

O endocrinologista pediatra é um profissional especializado no diagnóstico e tratamento de distúrbios endocrinológicos durante a infância e adolescência, dedicando seu trabalho ao cuidado de pacientes que ainda não atingiram a vida adulta.

Em sua área de atuação, o endocrinologista pediatra trata de distúrbios de crescimento, diabetes, obesidade, tireoide, erros inatos do metabolismo e distúrbios relacionados a identificação de gênero.

Para você entender melhor o trabalho deste profissional tão importante para o desenvolvimento saudável das crianças, desenvolvemos o artigo de hoje com mais detalhes sobre sua atuação e principais doenças tratadas. Acompanhe!

O que é um endocrinologista pediatra?

A endocrinologia pediátrica é um campo de atuação da pediatria voltado para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento das alterações hormonais no indivíduo desde seu nascimento até o fim da adolescência. 

Durante o período de crescimento, a criança apresenta alterações na produção hormonal que podem resultar no prejuízo de seu desenvolvimento metabólico do organismo. Por isso, o acompanhamento com um endocrinologista pediatra é fundamental para garantir a saúde e bem-estar de crianças e adolescentes. 

Os distúrbios endocrinológicos acometem pessoas em todas as idades. O que diferencia as alterações é a relação de crescimento e puberdade, visto que as doenças presentes em adultos diferem das que acometem crianças e adolescentes por este motivo. Além disso, o tratamento, análise de exames e dosagens são diferentes.

Qual o papel do endocrinologista pediatra na vida da criança?

O endocrinologista é o médico responsável pelo diagnóstico e tratamento de distúrbios relacionados ao sistema endócrino na infância e adolescência, cuidando do crescimento, tireoide, diabetes, distúrbios de diferenciação sexual, obesidade e alterações de metabolismo.

Quais doenças são tratadas pelo endocrinologista pediatra?

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As disfunções hormonais podem ser identificadas desde o período neonatal, sendo seu diagnóstico e tratamento realizados pelo endocrinologista pediatra.

No período neonatal podem surgir anormalidades como a hiperplasia adrenal congênita. Já em idade infantil, quadros como obesidade, diabetes, puberdade tardia e crescimento deficiente são mais comuns. Na adolescência, a falta de desenvolvimento puberal e genital, diabetes e disfunções tireoidianas autoimunes são as questões mais frequentes.

Atuando também no diagnóstico e tratamento de distúrbios do crescimento, o endocrinologista pediatra é responsável por identificar e tratar outras doenças e disfunções hormonais que podem estar presentes desde o período neonatal até o fim da adolescência.

Período Neonatal

No período neonatal, o endocrinologista pediatra frequentemente acompanha as anormalidades como diferenciação genital, hiperplasia adrenal congênita, hipoglicemias e hipotireoidismo congênito.

Nas crianças menores, os quadros mais comuns são, além do crescimento deficiente, diabetes tipo 1, hipotireoidismos adquiridos e sinais puberais de apresentação precoce. 

Já no período da adolescência, os problemas mais frequentes são relacionadas a Diabetes tipo 1 e 2, obesidade, falta de desenvolvimento puberal e genital, disfunções tireoidianas autoimunes, entre outras.

Puberdade precoce

De forma natural, o início da puberdade deve acontecer entre 9 aos 14 anos em meninos, e 8 e 13 anos de idade em meninas. As puberdades consideradas precoce geralmente se iniciam antes dos 7 anos em meninos e 6 anos em meninas. Uma questão como essa deve ser investigada e tratada pelo endocrinologista pediatra.

Na idade entre 7 e 9 em meninos e 6 e 8 anos em meninas, é considerada limítrofe, sendo a avaliação clínica do ritmo de desenvolvimento puberal responsável por definir a necessidade de investigação laboratorial e, eventualmente, um tratamento adequado.

Para casos em que a puberdade precoce ou tardia se devem a aceleração ou retardo constitucional do crescimento e puberdade, a estatura final da criança não sofrerá prejuízo, assim como a repercussão psicossocial dessa variação costuma ser pequena.

Nessas situações, não é necessário tratamento. Contudo, quando a puberdade for precoce ou tardia de fato, investigar a causa bem como o mecanismo pelo qual o evento puberal foi ativado é fundamental para a escolha certa do tratamento.

Puberdade tardia

O período da puberdade consiste em uma fase de inúmeras mudanças na parte física e emocional, e consiste na transição entre infância e vida adulta. Com a puberdade ocorrendo de forma natural nos períodos citados acima, compreende-se como puberdade tardia a manifestação puberal (como o aparecimento de mamas e aumento de volume testicular) após as idades máximas, como 13 anos em meninas e 14 anos em meninos.

O atraso no desenvolvimento puberal pode atingir os adolescentes de forma negativa. Visto que nesse período a identificação com seu grupo é muito importante, os jovens podem desenvolver problemas psíquicos caso não tenham tratamento para a puberdade tardia.

Enquanto na puberdade normal ocorre a ativação do hipotálamo e hipófise (região que estimula a produção de hormônios que atuam em testículos e ovários assim como de estrogênio e progesterona), a puberdade tardia pode ocorrer devido à falta de produção ou ausência destes hormônios.

Em casos como esses, o acompanhamento com um endocrinologista pediatra é fundamental. Afinal, são muitas as doenças que podem causar essa condição, sendo necessário um diagnóstico adequado, assim como tratamento.

Ainda existem situações como o atraso constitucional da puberdade, em que o início do desenvolvimento puberal é tardio quando relacionado a maioria da população. Contudo, esse crescimento lento ainda ocorre no limite inferior de sua normalidade. Seu tratamento consiste na reposição hormonal após avaliação do endocrinologista pediatra. 

Baixa estatura

A baixa estatura é considerada quando a criança está abaixo do terceiro percentil da curva de estatura para sua idade e sexo, ou quando ela está abaixo do padrão previsto pela altura dos pais.

Assim, é essencial que o endocrinologista pediatra faça a avaliação dessa criança para diagnosticar de forma correta esse possível distúrbio. Entre os que mais procuram soluções para a baixa estatura estão crianças e adolescentes do sexo masculino. 

Isso ocorre devido à cultura em que vivemos, que apresenta o conceito de que o homem deve ser alto, associando estatura com o sucesso. Esse pode ser um dos fatores que levam pais a iniciarem tratamentos duvidosos em seus filhos.

O crescimento adequado envolve cuidados como boa alimentação, práticas de atividades regulares e sono de qualidade, com duração adequada. Entre os fatores externos essenciais para o crescimento intrauterino e nos primeiros anos de vida, os aspectos nutricionais são os que têm mais destaque. O déficit de crescimento apresentam causas idiopáticas, ou seja, desconhecidas. No entanto, entre as causas que conhecemos, estão:

  • Desnutrição;
  • Questões secundárias à doença crônica (cardiopatia, doenças pulmonares, doenças renais);
  • Fatores endocrinológicos (deficiência de hormônio de crescimento, síndrome de cushing, hipotireoidismo);
  • Questões secundárias ao uso de medicações (corticosteroides);
  • Questões secundárias à restrição de crescimento intrauterino;
  • Doenças genéticas (síndrome de Turner, Noonan).

Sendo o atraso constitucional do crescimento e puberdade uma variante normal em crianças no período de crescimento, ela se caracteriza por uma estatura aparentemente baixa relacionada a altura dos pais. No entanto, nesse caso a estatura final não é comprometida, uma vez que o componente familiar de atraso permite que o indivíduo continue a crescer por um tempo maior que a população em geral.

Nesses jovens, a idade óssea encontra-se atrasada em relação à idade cronológica, entretanto, ao se projetar a estatura para idade óssea, encontra-se dentro do canal familiar. Por existirem variados diagnósticos de baixa estatura, este seguimento deve ser avaliado por um especialista, como o endocrinologista pediatra.

Hipotireoidismo congênito

A triagem neonatal, popularmente conhecida como teste do pezinho, deve ser realizado no momento em que o bebê recebe alta do berçário, entre 48 a 72 horas de vida. Esse exame garante a detecção e tratamento do hipotireoidismo congênito entre 10 a 15 dias de vida, idade que foi estabelecida prévia o suficiente para prevenir alterações no cérebro.

Entretanto, resultados negativos podem não excluir a totalidade de casos. Algumas crianças com sintomas sugestivos precisam ser submetidas a avaliações laboratoriais para a confirmar o diagnóstico pelo endocrinologista pediatra. 

A falha na detecção é rara, motivo que torna o teste do pezinho efetivo para a diagnosticar o hipotireoidismo congênito, sendo de grande importância para a prevenção da doença mental.

Hipotireoidismo

A tireoide é a glândula responsável pela função de inúmeros órgãos importantes, como rins, fígado, coração e cérebro, devido à produção de hormônios indispensáveis para todas as idades. De forma geral, as doenças relacionadas a essa glândula são mais comuns no sexo feminino. 

A diminuição da produção hormonal da tireoide pode ocorrer por diversos motivos, como infecções, medicamentos, traumas, tumores e condições autoimunes, em que o organismo produz anticorpos contra a própria tireoide. 

A diminuição dos hormônios da tireoide no corpo é denominada hipotireoidismo. Ainda que possa ocorrer em todas as idades, o período em que essa condição apresenta maiores prejuízos é no neonatal, quando recebe o nome de hipotireoidismo congênito. 

Uma vez que os hormônios da tireoide são fundamentais para o desenvolvimento do sistema nervoso da criança, essa condição deve ser diagnosticada o mais rápido possível. Por esse motivo, o teste do pezinho passou a incluir a dosagem do hormônio produzido pela glândula, possibilitando o diagnóstico e tratamento precoce da doença na tentativa de reduzir possíveis sequelas.

Dessa forma, tão importante quanto realizar o teste do pezinho é solicitar seu resultado e levar a um especialista em caso de alteração. Além disso, o diagnóstico do hipotireoidismo durante o período gestacional também é essencial. 

Isso porque, nas primeiras semanas, o bebê depende integralmente da produção dos hormônios da tireoide da mãe para um desenvolvimento adequado. Seu tratamento é simples e consiste na reposição do hormônio da tireoide que esteja ausente ou em menor quantidade por via oral, diariamente.

Obesidade infantil e diabetes

Grande parte das crianças e adolescentes obesos também poderão desenvolver obesidade durante a vida adulta. Além de levar determinantes genéticos, estes indivíduos costumam manter os erros nutricionais e sócio-culturais que desenvolvem e agravam mecanismos que geram o ganho excessivo de peso. 

Portanto, ainda que o tratamento medicamentoso não seja necessário na fase adulta, algumas medidas educacionais são fundamentais para a prevenção da evolução do quadro de obesidade.

Em pacientes com história familiar de obesidade, hipertensão arterial e diabetes, é necessário que o endocrinologista pediatra ofereça atenção especial, visto que a obesidade na infância pode ser a primeira manifestação clínica de resistência à insulina, envolvida na gênese da síndrome metabólica manifestada no adulto.

O aumento de casos de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes, é observado atualmente como fenômeno mundial da vida moderna. Esse fato é associado ao sobrepeso e sedentarismo pelas facilidades relacionadas aos eletrônicos para atividades de lazer, como jogos de computador, além da elevação de oferta de alimentos industrializados, ultraprocessados e com baixo fator nutricional. Por esse motivo, controlar o desenvolvimento da obesidade é uma importante forma de prevenir a doença. 

A diabetes é uma doença crônica, que acontece quando o pâncreas não consegue produzir insulina de forma eficaz, ou quando o organismo não utiliza essa insulina da maneira correta, aumentando as quantidades de glicose no sangue.

O valor normal da glicose em jejum no sangue é de até 99mg/dL. Dessa forma, valores superiores a este podem indicar a presença de diabetes na infância. A doença se manifesta de duas formas. 

Uma delas é o diabetes tipo 1, mais comum na infância e adolescência. Normalmente, este tipo é causado por uma reação auto-imune, que leva a pouca ou nenhuma produção de insulina pelo pâncreas.

Já o diabetes tipo 2, ocorre quando o organismo não utiliza a insulina de maneira correta. Assim, não consegue manter os níveis de glicose dentro da normalidade. Este Tipo representa cerca de 90 a 95% dos casos de diabetes, sendo mais comum em adultos e principalmente em pessoas acima do peso. 

Antigamente, os casos de diabetes na infância eram comumente identificados como o tipo 1. Contudo, com o aumento da obesidade infantil no mundo nas últimas décadas, os casos de diabetes tipo 2 em crianças passaram a crescer também.

Uma das complicações mais comum em crianças com diabetes tipo 1 é a cetoacidose diabética, e pode ocorrer pela falta da aplicação da insulina, assim como circunstâncias sociais complicadas, depressão ou perturbações psiquiátricas. Os problemas psicossociais são comuns na diabetes na infância. 

Quase metade das crianças acaba desenvolvendo depressão, ansiedade ou outros problemas psicológicos. Distúrbios na alimentação são considerados problemas graves em adolescentes, visto que às vezes também pulam as doses da insulina como forma de controlar o peso. 

Os problemas psicossociais podem resultar no controle glicêmico inadequado, afetando assim a capacidade da criança aderir aos tratamentos dietéticos e/ou farmacológicos. Por isso, além do endocrinologista, o tratamento muitas vezes precisa ser realizado com assistentes sociais e profissionais de saúde mental, ajudando a identificar e aliviar as causas psicossociais do controle glicêmico inadequado.

A diabetes na infância apresenta de forma rara as complicações vasculares. Contudo, alterações e anormalidades funcionais precoces podem estar presentes alguns anos depois do início da diabetes tipo 1. 

As complicações incluem nefropatia diabética, retinopatia e neuropatia, e são mais comuns em crianças com diabetes tipo 2 do que as do tipo 1. No tipo 2 podem estar presentes no diagnóstico ou início do curso da doença. Outras complicações que podem estar presentes são a doença coronariana, doença vascular periférica e acidente vascular encefálico.

Quando procurar um endocrinologista pediatra para seu filho

Além de procurar um endocrinologista para saber se a criança apresenta sinais ou sintomas relacionados ao diabetes na infância, outras condições nas quais deve-se buscar a avaliação deste especialista, são:

  • Criança ou adolescente com baixa estatura;
  • Criança ou adolescente com alta estatura, com crescimento anormal acelerado;
  • Crianças com desenvolvimento puberal precoce;
  • Adolescente com desenvolvimento puberal tardio, sem sinais até 13 anos em meninas e 14 anos em meninos;
  • Criança ou adolescente com diabetes;
  • Criança ou adolescente com obesidade;
  • Criança ou adolescente com dislipidemia;
  • Criança ou adolescente com bócio, nódulo ou alteração de funções da tireoide;
  • Criança ou adolescente com tumor cerebral com localização hipotalâmico hipofisária;
  • Criança ou adolescente com raquitismo;
  • Criança ou adolescente com dores ou fraturas ósseas sem motivos aparentes;
  • Adolescentes com distúrbios menstruais ou excesso de pelos;
  • Meninos ou adolescentes com ginecomastia;
  • Crianças ou adolescentes que nasceram pequenos para a idade gestacional;
  • Crianças ou adolescentes com síndromes genéticas associadas a distúrbios do crescimento;
  • Alterações de peso;
  • Alterações da tireoide;
  • Alterações da puberdade;
  • Ambiguidade genital.

Clínica Croce de endocrinologia

Como vimos, o endocrinologista pediatra é o profissional responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas ao sistema endócrino em crianças e adolescentes. Ao perceber alterações como as citadas acima, é necessário que pais e responsáveis busquem auxílio de um especialista de confiança. Diante disso, é fundamental buscar uma clínica que possua experiência e credibilidade na endocrinologia pediátrica. 

Por isso, devemos apresentar a você a Clínica Croce. Desde nossa fundação em 1973, atuamos com o objetivo de oferecer atendimento humanizado, qualificado, moderno e eficiente a nossos pacientes.

Nossa dependência está localizada na zona oeste de São Paulo e oferece instalações e equipamentos de última geração, de modo a promover diagnóstico e tratamento de diversos tipos de condições, incluindo as endocrinológicas. Atuamos de forma multidisciplinar para prover diagnóstico e tratamento que envolva especialidades como: endocrinologia, otorrinolaringologia, alergia e imunologia, reumatologia e sistema imunológico. 

Um de nossos diferenciais está no uso das modernas infusões de medicamentos para tratamento de pacientes com doenças crônicas ou em casos mais complexos e graves. As infusões medicamentosas são vistas como o futuro da área médica e possibilitam tratar os pacientes de forma eficiente e humanizada em diversos tipos de patologias.

Além de todo o diferencial oferecido pela clínica, a Croce é parceira de diversos planos de saúde disponíveis no mercado, tais como Porto Seguro, Allianz, Careplus, Saúde Caixa, SulAmérica, Bradesco, Amil, Unimed, Petrobras, Mapfre Saúde e muitos outros.

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