Vírus HPV: tudo sobre ele e os seus riscos

vírus HPV

No Brasil, uma em cada dez meninas com vida sexual ativa está infectada com o vírus HPV, segundo informações do Ministério da Saúde. Atualmente, existem mais de 200 tipos, sendo 150 deles já identificados e sequenciados geneticamente. 

Por esse motivo, é importante entender a ação do vírus HPV, assim como sua forma de prevenção. Mesmo que o uso do preservativo seja fundamental para combater outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), o vírus HPV pode ser transmitido além de seu uso. Por isso, a prevenção por meio da vacinação é tão importante. Continue a leitura conosco para entender melhor sobre este assunto!

O que é o vírus HPV?

A abreviação do vírus HPV vem do nome deste vírus em inglês: Human Papiloma Virus, ou seja, papilomavírus humano. O vírus HPV é formado por um grupo de mais de 100 tipos relacionados em que, para cada variedade de um diferente grupo, se atribui um número. 

Este vírus recebe a denominação de papiloma devido às verrugas e papilomas que estão presentes em alguns de seus tipos, sendo tumores não-cancerosos. O vírus HPV é atraído por células epiteliais escamosas, as únicas nas quais o vírus pode sobreviver em nosso corpo. 

Essas células são finas e planas, e facilmente encontradas na superfície da pele e em locais úmidos, assim como boca, garganta, traqueia, brônquios, pulmões, útero, vagina, colo uterino, vulva, ânus e pênis.

Entre os mais de 100 vírus HPV, 60 tipos causam verrugas comuns na pele, braços, tórax, mãos e pés. Outros 40 tipos atingem mucosas, ou seja, as membranas mucosas do corpo, como camadas úmidas que revestem órgãos e cavidades expostas ao ambiente externo, como na vagina e ânus. Esses são chamados de HPV genital (ou anogenital), visto que afeta na maioria das vezes a região genital e anal do indivíduo.

Qual a causa do vírus HPV?

Estima-se que no Brasil, entre 80 e 90% de toda população já obteve contato com alguma IST, mesmo sem manifestar sintomas. Entre os jovens de 16 a 25 anos, o vírus HPV é encontrado ativo em 54% desse grupo. Algumas vezes, o vírus pode ser eliminado de forma natural pelo corpo. Contudo, na maior parte dos casos ele pode se manifestar, avançando para o desenvolvimento da doença, assim como:

  • Câncer cervical, câncer vulvar e câncer vaginal em mulheres;
  • Câncer no pênis, em homens;
  • Câncer de garganta, câncer anal e verrugas genitais, em ambos.

Qual sua forma de transmissão?

vírus HPV

O vírus HPV é considerado uma IST por ser transmitido por meio da relação sexual, quando há o contato entre mucosas. Entretanto, diferente das ISTs comuns, para o contágio pelo vírus HPV não é necessário acontecer troca de fluidos, secreções vaginais ou penianas. Veja como o vírus HPV pode ser transmitido, além da relação sexual:

  • Contato entre pênis, vagina e/ou ânus;
  • Contato com verrugas;
  • Sexo sem penetração (com dedos ou objetos, elevando o risco se houver ferimento na pele ou local de contato);
  • Sexo oral;
  • Compartilhamento de toalhas e roupas íntimas;
  • Transmissão vertical (de mãe para bebê durante a gestação).

Quais são os sintomas do vírus HPV?

Com exceção ao tipo que causa verrugas genitais, o HPV genital geralmente não apresenta sintomas. Além disso, as verrugas genitais podem surgir semanas ou meses após contato com um parceiro ou parceira portador do vírus HPV. Em casos raros, as verrugas podem aparecer também após anos de exposição ao vírus.

As verrugas genitais são como protuberâncias na região genital do corpo, podendo ser pequenas, grandes, planas ou proeminentes. Quando não tratadas, podem desaparecer, permanecer, aumentar seu tamanho ou quantidade. 

Por não apresentarem sintomas, a maioria das pessoas com o vírus HPV nunca saberão dessa condição. Em 90% das pessoas contaminadas, o sistema imunológico elimina a infecção em um período médio de dois anos. Para aqueles em que isso não ocorre, alterações celulares podem ser provocadas e, a longo prazo, provocarem o desenvolvimento de câncer.

Quais os fatores de risco?

Qualquer pessoa que tenha a vida sexual ativa apresenta risco para o vírus HPV. No entanto, alguns fatores podem aumentar estas chances, como, por exemplo, manter relações sexuais sem proteção. Além disso, pode representar risco:

  • Ter uma vida sexual precoce;
  • Manter múltiplos parceiros;
  • Não fazer exames de rotina;
  • Ter alguma doença imunossupressora, ou seja, que causa a queda do sistema imunológico;
  • Apresentar outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Como é o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico do vírus HPV pode ser feito por meio do exame ginecológico e exames laboratoriais, como Papanicolau, colposcopia, peniscopia e anuscopia. Além disso, deve ser realizado o diagnóstico diferencial com outras lesões papilomatosas que incluem variações anatômicas, e outras doenças infecciosas e neoplasias.

Existe tratamento para o vírus HPV?

Ainda que não exista cura, o vírus HPV conta com diversas opções de tratamento para seus sintomas. Por isso, são indicados de acordo com as manifestações do vírus, seu grau e sua localização.

O tratamento pode ser realizado nas lesões por meio de cremes que contribuem para melhorar a imunidade local (imunoterápicos) e procedimento para a retirada da lesão. A extração da lesão pode ser realizada de diversas formas. Uma das técnicas mais usadas é a cauterização a laser. Além disso, ela também pode ser feita com gelo seco (crioterapia), ácidos (cauterização comum) ou por meio de radiofrequência.

Como me prevenir do vírus HPV?

Uma das principais prevenções do vírus HPV, além do uso de preservativos durante as relações sexuais, é a vacinação. A vacina contra o HPV tem eficácia comprovada durante 8 a 9 anos e é dada em forma de injeção. Além de prevenir o vírus HPV, o imunizante também auxilia na prevenção do câncer do colo do útero. 

Como é a vacina contra o vírus HPV?

Sabendo melhor sobre a doença, é hora de conhecer a vacina responsável por proteger o organismo da infecção pelas cepas presentes no vírus. Por conter somente a cápsula do vírus, mas não seu DNA, a vacina é reconhecida no sistema imunológico como a cápsula de um corpo estranho, desenvolvendo anticorpos. 

A vacina estimula a produção de anticorpos específicos para o tipo de vírus HPV. Dessa forma, a proteção dependerá da quantidade de anticorpos produzidos no organismo, assim como sua persistência durante um longo período, a fim de combater o vírus quando houver contato.

Dessa forma, ao ter contato com o vírus, os anticorpos da pessoa imunizada neutralizam a infecção, impedindo que ela se desenvolva no organismo. Ou seja, a vacina é segura e não pode causar a infecção pelo vírus HPV, visto que apresenta somente certas partes do vírus, sem nenhum conteúdo vivo. Ela é apresentada em três tipo:

  • Nove-valente – protege contra nove tipos do vírus;
  • Quadrivalente – protege contra quatro tipos do vírus;
  • Bivalente – protege contra dois tipos do vírus.

Das três vacinas disponíveis, todas protegem contra os dois tipos de vírus HPV que causam 70% dos cânceres de colo de útero: o HPV 16 e HPV 18. A vacina contra HPV nove-valente e quadrivalente protegem contra esses dois tipos e também contra HPV 6 e HPV 11, causadores de 90% das verrugas genitais. Ambas são recomendadas também para homens.

A vacina contra o vírus HPV é uma solução aplicava por injeção em um músculo, com esquema de 2 a 3 doses. Caso seja realizada entre os 9 e 14 anos, serão feitas duas doses. No entanto, se a vacina for administrada aos 15 anos, uma série de três doses deve ser realizada.

Para quem a vacina contra o vírus HPV é indicada?

vírus HPV

A vacina faz parte da vacinação infantil de rotina no Brasil. Sua indicação foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration) recentemente para a inclusão da nove-valente em indivíduos adultos, entre 27 e 45 anos, a fim de prevenir certos tipos de cânceres. Além disso, a vacina contra o vírus HPV é recomendada para:

  • Meninos e meninas a partir dos 9 anos (preferencialmente entre 11 a 14 anos);
  • Pessoas não vacinadas anteriormente ou vacinadas de forma inadequada até 26 anos;
  • Homens e mulheres não vacinados, entre 22 a 26 anos;
  • Pessoas com HIV;
  • Imunodeprimidos.

Ainda que não seja recomendada para gestantes, não é necessário realizar testes de gravidez antes de receber a vacina contra o vírus HPV. Caso a gestação seja diagnosticada após o início de um esquema vacinal, não é necessário nenhum tipo de intervenção. No entanto, as demais doses restantes devem ser adiadas até o final da gestação. Além deste caso, a vacina deve ser adiada em situações como:

  • Reação alérgica grave;
  • Doença moderada;
  • Doença aguda, com ou sem febre.

A vacina contra o vírus HPV pode ser realizada simultaneamente com outras vacinas do calendário vacinal, sem que ocorra qualquer interferência na resposta da produção dos anticorpos, em nenhuma das vacinas aplicadas. Contudo, as regiões de aplicação devem ser distintas.

Embora tenha melhores efeitos em pessoas que nunca tiveram contato com o vírus HPV, não existem contraindicações da vacina para aqueles que já iniciaram a vida sexual ou mesmo que já possuem o vírus. Afinal, o indivíduo muitas vezes pode não manifestar os sintomas, tratando-se de uma positividade transitória. Portanto, ele ainda poderá se beneficiar com o controle de outros tipos do vírus que estão presentes na substância da vacina contra o vírus HPV.

A vacina é muito segura, ainda que ainda possam ocorrer alguns efeitos adversos leves, como dores no local de aplicação, inchaço e coloração vermelha. Em situações raras, pode causar dores de cabeça e febre. Muitas vezes, a dor local é resultado ao processo de vacinação e não da vacina em si. Por esse motivo, é importante procurar uma clínica especializada para garantir qualidade e segurança na aplicação.

É necessário salientar que a vacinação também é recomendada para pessoas que já foram infectadas com o vírus HPV. Alguns estudos mostram evidências de que a vacina previne a reinfecção da doença relacionada ao vírus nela contido. Além disso, o indivíduo pode se beneficiar com a proteção de outros tipos do vírus. 

Da mesma forma, é preciso saber que, mesmo com a vacina, é indispensável a realização de exames como o Papanicolau. Afinal, a vacina é uma ferramenta utilizada para prevenir o vírus HPV e não deve substituir exames de rastreamento do câncer de colo de útero em mulheres. Da mesma maneira, o uso de preservativos deve ser mantido para continuar a prevenção de outras ISTs, como o HIV, sífilis, hepatite B, clamídia e mais.

A vacina contra o vírus HPV está disponível na rede pública, sendo oferecida gratuitamente para meninas entre 9 a 13 anos. As interessadas devem procurar as unidades de saúde mais próximas para garantir o recebimento, lembrando que não é necessário nenhum exame prévio para detecção do vírus.

Já para as demais idades, assim como para homens, basta procurar uma clínica especializada em vacinação para receber a dosagem disponível. Além da vacina, a Clínica Croce oferece outros tipos de imunização, como vacina para hepatite B, herpes zoster, e infusões medicinais.

Clínica Croce de vacinação

A vacinação é um assunto sério que não deve ser tratado com negligência. Esse recurso é fundamental para garantir, em todas as fases da vida, a imunização contra uma série de doenças, nos ajudando a ter mais saúde e bem-estar.

Compreendendo a importância da vacina contra o vírus HPV, a Clínica Croce oferece o imunizante em seu calendário completo de vacinação que contempla as principais imunizações para proteger você e sua família contra diversas doenças. Afinal, a prevenção é sempre a melhor estratégia para cuidar da saúde.

Em nossa clínica, você encontrará um ambiente acolhedor e seguro para se imunizar. São mais de 40 anos de experiência que garantiram que a Croce se tornasse referência no segmento. 

Ainda, para instituições como escolas e condomínios, a clínica disponibiliza o serviço in loco, por meio da visita de profissional para sanar dúvidas, conferir vacinas para adultos e ao organizar uma campanha de vacinação no local em data e horário mais conveniente para os pacientes.

Vacinação à domicílio

A Clínica Croce disponibiliza o serviço de aplicação de vacinas à domicílio, realizado já há algum tempo antes mesmo do início da pandemia. Pensando no conforto, praticidade, e agora mais do que nunca na proteção do próximo, a clínica leva o serviço de vacinação até casas, apartamentos, condomínios, escolas e empresas.

Uma enfermeira é responsável por realizar no local em que a vacina foi solicitada uma avaliação das carteiras de vacinação, tirando dúvidas e ajudando na identificação das vacinas que eventualmente possam estar em falta segundo o calendário. E claro, com todas as medidas de segurança recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. 

A Clínica então organiza uma campanha de vacinação que poderá ser realizada de acordo com as datas e horários mais convenientes para os solicitantes. Essa alternativa é fundamental para que populações que convivam em grupo não tenham sua saúde prejudicada pelo isolamento social, evitando doenças potencialmente graves como meningites bacterianas, caxumba, herpes zóster, gripe H1N1, hepatites e outras como o vírus HPV por meio da aplicação de vacinas à domicílio.

A vacinação à domicílio da Clínica Croce não é apenas um delivery de vacinas. É um serviço completo onde levamos a vacina até você, na sua casa e/ou onde você estiver, realizamos a aplicação e damos todas as orientações e cuidados necessários, da mesma forma como se o processo fosse feito em nossas instalações, mas no conforto da sua casa ou local de sua escolha. 

Teleatendimento

Além do sistema de aplicação de vacinas à domicílio, a Clínica Croce iniciou a prestação de serviço por teleatendimento para seus pacientes, com o objetivo de manter a saúde de todos em segurança. A clínica disponibiliza aos seus pacientes e usuários o atendimento através de um sistema único e exclusivo da clínica, de modo a buscar a melhor maneira de assistir cada um deles sem que seja preciso seu deslocamento.

No artigo de hoje você pode conhecer os sintomas do vírus HPV, sua forma de transmissão e a importância da vacina contra o vírus para a prevenção da doença. Garanta sua proteção e também a de sua família. Procure uma clínica especializada e qualificada para colocar sua vacinação em dia.

Precisa tomar a vacina contra o vírus HPV? Então entre em contato conosco e faça agora seu agendamento. Estamos prontos para atendê-lo!